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VII FTF começa com cortejo pelo centro e apresentação da Companhia do Latão (SP)

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O VII Festival de Teatro de Fortaleza – A Cidade como Palco, realizado pela Prefeitura Municipal de Fortaleza, através da Secultfor, estreou na segunda-feira (10/10) com um cortejo reunindo os mais diversos grupos de teatro da cidade realizando intervenções artísticas pelo Centro. O cortejo saiu às 9h30 do Theatro José de Alencar, seguiu pelas ruas General Sampaio e Guilherme Rocha até a Praça do Ferreira, onde uma banda marcial, grupos de malabares, artistas circenses, atores e grupos de percussão se apresentaram simultaneamente. Em seguida, o grupo retornou ao TJA, levando arte e diversão para a Praça José de Alencar. O cortejo teve duração de uma hora.

cortejo-ftfPela manhã, também aconteceu o ensaio da Companhia do Latão, de São Paulo, que abriu a primeira noite de espetáculos com a “Ópera dos Vivos”, ás 19h, no Theatro José de Alencar. Finalista do prêmio da revista Bravo! na categoria de melhor espetáculo do ano, a ópera resulta de dois anos de pesquisa da companhia, combinando teatro, música e cinema para abordar a produção cultural dos anos 60 até os dias atuais, tendo como fio condutor uma reflexão sobre a mercantilização do trabalho artístico atual e sua ideologia.

Herê Aquino, coordenadora de teatro da Secultfor, ressalta que esse espetáculo é o único convidado de fora do Ceará para participar do festival, que em sua sétima edição reúne 30 grupos locais se apresentando por toda a cidade. A “Ópera dos Vivos” foi selecionada pela organização por abordar o tema da mercantilização da arte. “A ideia é discutir o quanto o trabalho artístico tem a ver com qualquer trabalho, e como todos os ofícios se relacionam com a cultura” explica o diretor da Companhia do Latão, Sérgio de Carvalho.

O espetáculo é composto por quatro atos – Sociedade Mortuária, Tempo Morto, Privilégio dos Mortos e Morrer de Pé. Tem duração de 4h30mim, incluindo a exibição de um filme de 40 minutos, além de um show pop. “É uma maratona”, diz o diretor, na qual o olhar e o papel do público vão mudando. No primeiro ato, por exemplo, as pessoas ficam bem próximas aos artistas como se participassem de um ensaio, em um teatro em obras, sobre as Ligas Camponesas. Já no segundo e no terceiro, na exibição do filme e no show, essas terão uma visão frontal do palco, do teatro italiano. No último ato, a plateia confere o esquema de produção dentro de um estúdio de TV.

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A trilha sonora original, com canções inéditas especialmente compostas para a montagem, é do diretor musical da Companhia do Latão, Martin Eikmeier. Devido à influência do Cinema Novo, principalmente de Glauber Rocha, que tinha a proposta de um cinema épico do terceiro mundo, a música ganha uma dimensão orquestral na “Ópera dos Vivos”. “Geralmente, os músicos participam do espetáculo no final da montagem. Eu trabalhei dois anos com a companhia e, assim, conseguimos que a música atue como mais um efeito dramático significativo”, conta Martin.

 

Intimista, “Ópera dos Vivos” é também um espetáculo itinerante, acontecendo em pelo menos três espaços do Theatro José de Alencar, preparados previamente para a apresentação do grupo. Por isso, exige limitação no número de espectadores. Nesta terça-feira (11/10) haverá reapresentação no TJA, a partir das 19h, e os 100 convites disponíveis serão entregues gratuitamente por ordem de chegada, uma hora antes da apresentação.

Além da Companhia do Latão, mais 30 apresentações gratuitas de grupos locais acontecem de 10 a 16 de outubro pelos mais diversos bairros e espaços públicos da cidade, incluindo escolas públicas, Centros Municipais de Referência e Assistência Social (CRAS), praças localizadas em territórios com baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Oficinas, debates e ações formativas também estão em pauta. O objetivo da Prefeitura de Fortaleza é garantir o acesso de quem costumeiramente não frequenta as salas de espetáculo e o circuito das artes cênicas, aproximando arte e cotidiano.

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“Com a realização deste festival, que é resultado do fortalecimento dos grupos de teatro locais e do diálogo sistemático com o poder público, com a aquisição de um equipamento importante como o Teatro São José e com a futura implantação de uma escola de teatro, estamos avançando na consolidação de uma política pública para o teatro”, disse a Secretária de Cultura de Fortaleza, Fátima Mesquita, no evento de abertura, que foi encerrado com show do grupo Dona Zefinha.

SERVIÇO

VII Festival de Teatro de Fortaleza – A cidade como palco.

De 10 a 16 de outubro, no Theatro José de Alencar, Teatro SESC Emiliano Queiroz, Teatro Marcus Miranda do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), Centro Cultural Banco do Nordeste, CUCA Che Guevara, além da Praça José de Alencar, Praça do Ferreira, Praça do BNB e Passeio Público.

Confira programação completa no site www.festivaldeteatrofortaleza.com.

Informações (85) 3081.2757

Mais informações com a assessoria de comunicação da Secultfor e do Festival de Teatro de Fortaleza - Helena Felix (9993.4920), Bia Gurgel e Síria Mapurunga (8899.8705/3105.1386). E através dos sites: www.festivaldeteatrofortaleza.com e www.fortaleza.ce.gov.br/cultura.

 

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Tel.: (85) 3081-2757

Email: festivaldeteatrodefortaleza@gmail.com

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